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| 1. | (Yuuki) | Coragem | |
| 2. | (Jin) | Benevolência | |
| 3. | (Gi) | Retidão | |
| 4. | (Rei) | Cortesia | |
| 5. | (Makoto) | Sinceridade | |
| 6. | (Chuugi) | Lealdade | |
| 7. | (Meiyo) | Honra |
O kimono que, literalmente, quer dizer "veste", é a tradicional vestimenta japonesa para homens e mulheres. Consiste numa ampla túnica de mangas compridas, cobrindo tudo, exceto os pés e apertada à cintura por uma tira de pano chamada "shita-gime". Sobre ela vai o obi, ou cinto de damasco. O Nuihaku é o tipo de kimono usado pelos artistas que fazem as partes femininas no teatro Nô. Desde o começo, as mulheres, por motivo de ordem moral, não podiam subir ao palco e atores homens faziam todos os papéis, tanto femininos quanto masculinos. Em suas várias personificações, usavam tipos particulares de máscaras e de costumes. Nuihaku eram roupas feitas especialmente para mulheres, em tecido decorado de maneira preciosa ou bordado em folhas, com fios de ouro entre tecidos ou superimpostos (Nuihaku significa ao pé da letra "superimposto"). O desenho se compunha, em geral, de motivos florais. O exemplo reproduzido é feito de grandes retângulos vermelhos e brancos. A decoração inclui plantas, festões e pequenas pontes. Foi bordado em seda e fios de ouro, e traz o poético nome de "flores e plantas das quatro estações".
Para a maioria dos ocidentais, caligrafia nada mais significa do que, literalmente, escrita bonita. É usada em diplomas, cartões de felicitações, convites de anivesários e casamentos,. Para orientais, a caligrafia é uma arte como a pintura, apreciada como representação tanto pictórica como ideográfica. A estética chinesa, com efeito, curiosamente exclui a escultura da lista das belas-artes, considerando-a trabalho manual. Mas dá grande importância à caligrafia. Fusão de uma idéia e de uma imagem, a caligrafia leva em seu bojô não só conotações de signos legíveis, mas também um sentido. Deriva do tipo de escrita definido no último período Ham (25-220 d.C.) e sofreu alterações em várias regiões e épocas. Passou de simples invenção estilística da dinastia Shang-Yin (1766-1122 a.C.) para os elegantes floreios da dinastia Yuan (1280-1368). Dentre suas variedades, contam-se o k'ai shu, ou estilo da "escrita regular", ou hsing shu, ou estilo da "escrita fluida", o ts'au shu, o estilo da "escrita relva". Os interessantes ritmos criados entre o sólido das tintas e os espaços vazios do fundo, são, realmente arte em branco e preto, um ritmo de forma e espaço.
Pinturas de bambus eram particularmente estimadas pela escola intelectual chamada "da pintura de poeta". Isto é fácil compreender se se lembra que a pintura chinesa derivou da escrita e da caligrafia, representações gráficas de idéias e coisas. Diz-se muitas vezes que o bambu, flexível e robusto, simboliza o homem curvando-se e endireitando-se sob os golpes da adversidade. Mas, talvez, seria bom lembrar, também, o quanto essas formas vegetais, e suas hastes delgadas e elegantes, de folhas pequenas, e constantemente se agitando, se prestam às pinceladas rápidas da caligrafia. Daí, talvez, o favor do motivo, sempre presente junto aos pintores, poetas e calígrafos.
Zanshin é o espírito que fica, que permanece sem se apegar, o esírito que está sempre vigilante. O Zanshin se aplica a todos os atos da vida. A beleza natural do corpo é o reflexo do treinamento do espírito na concentração dos gestos. O trabalho manual, agricultura de arte ou de artesanato, não condiciona apenas a saúde do corpo e a habilidade das mãos, mas também a agilidade do cérebro. Através do exercício, os gestos tornam-se naturais e controlados e o corpo encontra sua beleza. A ação natural é inconsciente e perfeitamente bela.
O verdadeiro Zen é praticado sem motivação, sem finalidade, sem mesmo procurar o despertar. Não é preciso ir ao Japão para encontrar o autêntico ensinamento do Zen. O verdadeiro Zen é aqui e agora, no nosso corpo, no nosso espírito. Se a postura e a respiração são adequadas, o espírito reencontra a sua condição natural. Não há nada para ser obtido. Nada para acontecer. Não procurar a verdade, não fugir à ilusão. Simplesmente estar presente. Aí, então, aparece a consciência profunda e pura, universal e ilimitada.